Festas de final de ano durante a pandemia são uma preocupação. O que especialistas orientam?

Equipe Dasa,
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Festas de final de ano na pandemia da COVID-19, são seguras?

Sabemos que essa fase que estamos passando está sendo delicada para todos. Durante as festividades de fim de ano, é comum que muitas pessoas viajem e encontrem seus familiares e amigos, mas isso é seguro?

Infelizmente a resposta para essa pergunta é negativa, uma vez que a transmissão do Coronavírus acontece mais facilmente em locais com muitas pessoas. Reinfecção por COVID-19

Impacto das aglomerações na transmissão de Covid-19

A aglomeração facilita muito a transmissão do novo Coronavírus, assim como uma possível reinfecção por COVID-19. Encontros que reúnem familiares ou amigos que não moram com você apresentam vários níveis de risco.

Atente-se aos seguintes cuidados recomendados pelo CDC:

  • Fique em casa se estiver doente ou sentindo qualquer sintoma relacionado a COVID-19;
  • Use máscaras em ambientes públicos ao sair de casa
  • Pratique o distanciamento social (mantenha 1 metro de distância de outras pessoas)
  • Lave as mãos com água e sabão ou uso álcool gel frequentemente

Festividades podem estimular segunda onda de coronavírus

Por ser uma época em que as pessoas fazem grandes reuniões, autoridades se preocupam com a possibilidade da segunda onda da pandemia.
No Canadá, o resultado do Dia de Ação de Graças, em outubro, indica que reuniões, mesmo que menores, podem contribuir para a disseminação do vírus. Autoridades em pelo menos três províncias e o governo federal vincularam o aumento nos casos de Coronavírus ao feriado.
Bonnie Henry, oficial de saúde da província de British Columbia, explica que precisamos prestar atenção aos locais onde as pessoas se reúnem para as comemorações.
Especialistas mostram que vários elementos associados ao Dia de Ação de Graças, viagens interestaduais, estudantes voltando da universidade e reuniões familiares internas, podem causar um aumento significativo para a propagação do vírus.

A duração das reuniões familiares aumenta o risco de transmissão

Uma pesquisa publicada pela revista científica “Nature Human Behaviour” no fim de julho, afirmou que, entre 25 de fevereiro e 31 de maio, cada pessoa infectada com a COVID-19 no Brasil infectou, em média, outras três com a doença.

O tempo longo de duração das reuniões familiares sugerem que os riscos de transmissão aérea do vírus aumentem.

Estudos apontam que, em um contrato próximo, por um período de 15 a 30 minutos é o suficiente para, se uma pessoa estiver contaminada, infectar outra. “Lógico que, a partir dessa meia hora, o risco de transmissão aumenta a cada minuto e que a probabilidade parece ser ainda maior se alguém apresentar sintomas”, diz o médico Estevão Urbano, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia.

Para passar as festividades da maneira mais segura possível, é necessário tomar todas as medidas de prevenção nos mínimos detalhes, como se atentar ao tempo de exposição aos riscos, utilizar máscaras de proteção, lavar as mãos com frequência e manter o distanciamento social.

Festas de Natal na pandemia

Neste momento da pandemia, muitas pessoas já estão mentalmente cansadas e gostariam de poder retomar suas atividades cotidianas.
Sabemos, entretanto, que precisamos ter um pouco mais de paciência, pois a pandemia ainda não acabou. E esse problema de saúde ainda vai conviver conosco por algum tempo.
O distanciamento social é muito importante para conter o processo de disseminação do vírus.

Entenda mais: como se proteger da COVID-19.


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