Na inauguração do novo perfil da Dasa no Instagram, a jornalista Mariana Ferrão entrevistou o diretor médico da Dasa, Gustavo Campana, sobre o diagnóstico da COVID-19

No dia 27 de maio, Gustavo Campana, diretor médico da Dasa, e a jornalista Mariana Ferrão bateram um papo sobre as diferenças entre os exames para o diagnóstico do Coronavírus, com transmissão ao vivo, pelo novo perfil da Dasa no Instagram.

Além de responder perguntas dos espectadores sobre sintomas, grupos de risco, previsão de vacina, entre outros temas, Campana detalhou as diferenças e indicações específicas para os exames de RT-PCR e Sorologia. Segundo Campana, o RT-PCR é um exame de biologia molecular indicado, preferencialmente, até o 12º dia de sintoma. A coleta é feita por meio de uma espécie de cotonete, que retira secreções respiratórias e identifica a presença do vírus.

Na Dasa, o exame foi validado no início de fevereiro, por meio de uma parceria com a USP e segue as regras do College of American Pathologists (CAP), programa internacional de acreditação. A equipe de P&D tem trabalhado incansavelmente nas validações dos exames, desde janeiro, e o comitê executivo usa essas informações técnicas para respaldar as decisões de oferta de novos exames ou disponibilidade de unidades dedicadas.

Já os exames de Sorologia IgM e IgG, também conhecidos como testes imunológicos, são realizados por meio de coleta de sangue para avaliar anticorpos e são analisados por meio de metodologia automatizada. Como o organismo só começa a produzir anticorpos após a infecção instalada, o IgM (fase aguda de infecção) tem mais sensibilidade após o 10º dia de início dos sintomas e os da classe IgG (imunidade adquirida) após o 15º dia de início dos sintomas. Os sorológicos foram validados na Dasa após extenso e rigoroso protocolo científico.

“Nos testes sorológicos, os resultados positivos confirmam o diagnóstico e os negativos não excluem a presença da doença. Por isso, recomendamos o teste apenas após o 10º dia de sintomas. Se a sorologia for negativa, e o paciente for clinicamente suspeito, deve-se fazer a RT-PCR ou repetir a sorologia após alguns dias”, explica Campana.

A ‘live’ teve um altíssimo nível de discussão, com grande participação do público, que teve oportunidade de esclarecer dúvidas sobre o tema. “Nesse momento de pandemia, a comunicação digital é uma excelente oportunidade para disseminarmos informações claras e objetivas para a sociedade”, finaliza Campana.

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