Desde 2017, a Manipulaê incluiu farmácias de manipulação de todo Brasil na experiência de e-commerce e criou a possibilidade de os consumidores decidirem com base em informações.

Tecnologia é acesso. Na compra de medicamentos, a aproximação digital das farmácias começou com o e-commerce das grandes redes. E seguiu com poucos avanços. Se a intenção de compra for um item manipulado, de medicina personalizada, a pesquisa, em geral, acontece no caminho para casa ou trabalho ou nas referências indicadas pelo médico. Até pouco tempo, tratava-se de um conhecimento ainda tão fragmentado que nem no setor a jornada de compra era fácil. Thiago Colosio, administrador de Itajubá (MG), trabalhava em uma distribuidora de ativos farmacêuticos em São Paulo e se surpreendeu ao pedir aos colegas referências de farmácias de manipulação para comprar suplementos para a prática de esportes. Por ser um item comum, esperava uma resposta fácil. Que nada.


Esse despertar para o atraso no relacionamento entre consumidor e farmácias de manipulação ocorreu em 2011. Pesquisas confirmaram que essa “dor” do Thiago era um incômodo recorrente, então ele foi para a outra ponta checar porque as demandas encontradas em cerca de 500 respostas de consumidores não eram atendidas. Ao ouvir os dois lados, começou a “costurar” o modelo de negócio da Manipulaê. A essa altura, Thiago já havia saído do emprego e trazido para a missão o amigo e engenheiro Rafael Angelo, atual Co-founder & Advisor da startup. Em fevereiro de 2017, a startup foi oficialmente lançada. “No primeiro semestre, deu tudo errado”, conta animado, pois graças a esse baque inicial acabaram contratando bons profissionais e, no final de 2017, já somavam 20 farmácias ativas.



Um ano depois, em outubro de 2018, o negócio saltou para 100 farmácias ativas, 10 mil usuários e mil cotações por mês. A validação pelos clientes era clara. No entanto, se quem paga a conta são as farmácias, faltava olhar para as necessidades delas com mais atenção e oferecer serviços digitais. Para fortalecer essa base tecnológica, o time encontrou Ednaldo Souza, que entrou como sócio CTO da recém-nascida Manipulaê, que, então, passou pela primeira rodada de captação de recursos por um investidor externo e amadureceu.


Desde janeiro de 2019, a startup cresce 30% ao mês em todos os indicadores: novos clientes, pedidos e receita. O momento da virada foi também quando a Manipulaê passou a fazer parte do Cubo Health, com a curadoria Dasa. Chegou com o objetivo de ter a validação do mercado de saúde independente, além do universo de farmácias e investidores, e de levantar a bandeira da farmácia de manipulação no setor. Logo foram alçados pelo ambiente de agilidade do Cubo Health. “Estar entre as startups e trocar experiências é bacana porque você conversa com gente que já passou pelas mesmas dificuldades, tem mais estrada, já errou e precisou mudar. Em paralelo, a curadoria Dasa conecta a gente com as oportunidades, o que está abrindo muitas portas, principalmente com médicos e planos de saúde, uma conexão que a gente não teria”, sintetiza Thiago.


Neste fluxo do Cubo Health que direciona as startups para negócios mais assertivos e com foco nas “dores” dos clientes, após criar o primeiro marketplace de farmácias de manipulação – prática que agora é mais disseminada no mercado –, a Manipulaê tem como diferencial um software de gestão e vendas. Por exemplo, as primeiras farmácias a fazerem parte da rede já utilizam a Manipulaê como um canal de atendimento. “Daqui pra frente vamos posicionar a Manipulaê como uma rede de farmácias online que une hospitais, médicos, planos de saúde e o consumidor”, pontua o Co-founder & CEO, Thiago Colosio. Afinal, um futuro certo para as startups do Cubo Health é a transformação constante do negócio.


Uma das novas possibilidades é crescer como um benefício na relação empresa-funcionário. A Dasa está em processo de inclusão da Manipulaê na intranet, para oferecer um desconto especial. Já são 15 grupos com este formato, totalizando 160 farmácias em sete estados, que atendem a todo o território brasileiro e vão crescendo juntos. Uma farmácia de ativos oftalmológicos de São José dos Campos (SP), por exemplo, abriu uma nova unidade no Sul para atender as demandas que começaram a receber pela plataforma. Enquanto as possibilidades de negócio crescem, o foco é transformar a experiência do consumidor e eliminar aquela jornada perdida anterior ao mundo digital. “Máximo de informação e máximo de comodidade para que o consumidor tenha o poder de escolha, esta é a meta”, define Thiago.

Proposta de valor da Manipulaê

Problema

Consumidor da farmácia de manipulação ficava restrito às possibilidades do caminho de casa ou do trabalho ou às indicações do médico. 

Solução

Uma plataforma para os consumidores acessarem todas as informações das farmácias de manipulação para decidirem a compra e que, do outro lado, funciona como marketplace e software de gestão.

Resultados

10 mil usuários, mil cotações por mês e crescimento de 30% ao mês em todos os indicadores.

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