O uso da tecnologia não está distribuído de forma equivalente nas áreas da medicina, como no caso da psiquiatria. Entenda:

Enquanto no diagnóstico precoce de cânceres ou na genética há avanços claros e parcerias estruturadas entre grandes empresas do Vale e centros importantes de pesquisa médica, em outras especialidades isto não ocorre tanto. As psiquiatras Neha Chaudhary e Nina Vasan argumentam que é o caso da saúde mental.

 

Ambas vêm de escolas de ponta. Chaudhary atende crianças e adolescentes no Massachusetts General Hospital e leciona na Escola de Medicina de Harvard. Vasan, por sua vez, é professora da Escola de Medicina de Stanford e consultora de empresas de tecnologia.

 

Doenças mentais não são simples. Na composição entram predisposição genética assim como ambiente de criação. O diagnóstico nunca é fácil, a medicação adequada é uma busca contínua. Um teste de laboratório raramente oferece certezas. As consequências, para o paciente, afetam inúmeros campos. Depressão, por exemplo, mexe com o humor, perturba relacionamentos, a habilidade de produzir, de se concentrar, ou mesmo de cuidar da própria saúde. Uma única doença põe em xeque a vida em todos seus pontos.

 

Para as professoras, este é exatamente o tipo do campo que seria muito beneficiado por cooperação entre companhias de tecnologia e pesquisadores. Até porque não há médicos e terapeutas o suficiente para atender a todo mundo. Pelos números americanos, metade da população precisará de ajuda de um destes profissionais na vida. É possível criar ferramentas que permitam ajudar pessoas em sofrimento. Afinal, a maioria das pessoas jamais entrará num consultório para cuidar da mente. Mas o celular está na mão.

 

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Elas sugerem um caminho para que a parceria comece: no desenho de soluções que possam compreender casos típicos. Só de facilitar a identificação de necessidades específicas já representaria um grande avanço.

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