A Apple, a farmacêutica Eli Lilly e a startup Evidation se juntaram para realizar um estudo com objetivo de verificar se dados de gadgets podem diferenciar comportamento de pacientes em diferentes estágios de comprometimento cognitivo entre pessoas saudáveis.

Apresentado na 25th ACM SIGKDD Conference on Kowledge Discovery and Data Mining, realizado em agosto no Alasca, EUA, o estudo observou o comportamento diário de dados capturados pelos dispositivos iPhone, Apple Watch e Beddit de um grupo saudável e de outro com pessoas em diferentes estágios de declínio cognitivo. O objetivo era identificar meios para diferenciar os indivíduos com leve comprometimento cognitivo e Alzheimer precoce entre os sem sintomas.

Nos Estados Unidos, mais de 6 milhões de pessoas vivem com demência e o diagnóstico no início da doença tem sido um desafio. Os autores descobriram que pessoas com sintomas de declínio cognitivo digitam mais lentamente, com menos frequência e enviam menos mensagens de texto do que participantes saudáveis. Eles também têm mais dependência de aplicativos de suporte e estão menos inclinados a preencher pesquisas. Segundo os pesquisadores, há limitações para o estudo e é necessário realizar mais análises.

A etapa de captura de dados da pesquisa levou 12 semanas e incluiu um grupo de controle saudável com 82 pessoas e outro com 31 pacientes em diferentes estágios de declínio cognitivo. Os participantes foram solicitados a evitar medicações que pudessem alterar os resultados e receberam três gadgets: um iPhone, Apple Watch e o rastreador de sono Beddit.

A iniciativa da Apple foi realizada em parceria com a farmacêutica Eli Lilly e utilizou a tecnologia da healthtech Evidation para analisar os dados e encontrar soluções. A Apple está investindo para entrar na área da saúde. Neste ano, encabeçou outro estudo utilizando o Apple Watch para avaliar batimentos cardíacos e a versão mais recente do aparelho inclui vários recursos que podem ajudar a diagnosticar problemas cardíacos. A companhia possui um software chamado ResearchKit, que serve para que acadêmicos e pesquisadores coletem dados clínicos de seus dispositivos e os usem para conduzir pesquisas sobre a doença de Parkinson e outros distúrbios neurológicos. Além disso, a empresa tem trabalhado em um software de detecção de quedas que pode ajudar os idosos.

Conteúdo com curadoria Meio.

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