O que torna essa tecnologia tão enaltecida? Quais as patologias que estão na mira da Artificial Intelligence (AI)? Um fascinante universo está se abrindo e o mercado health só tem a se beneficiar.

Machine Learning

 

O aprendizado de máquina — Machine Learning — é a espinha dorsal do AI. Algoritmos são utilizados para que computadores ‘aprendam’ com os dados que recebem. De forma mais precisa, ágil e com maior capacidade de análise de informações.

 

Um algoritmo é um conjunto de informações matemáticas que permitem solucionar problemas. Qual o caminho mais curto da sua casa ao trabalho? Um aplicativo de celular pode responder isso, graças aos algoritmos que fizeram todos os cálculos de forma quase instantânea.

 

Essa técnica não para de ser aperfeiçoada, permitindo soluções mais complexas aos computadores. Um algoritmo de Machine Learning pode desenvolver inteligência a partir das informações que ele já processou. Identificando padrões e estruturando previsões.

 

Os computadores podem ser treinados. Esse é o motor que move a inovação em health na busca por mais automatização.

 

Deep Learning

 

Está é uma versão mais aprofundada do desenvolvimento do conhecimento das máquinas. Algoritmos mais complexos são utilizados para absorver informações com alto grau de profundidade.

 

Como exemplo, podemos citar os carros que dirigem sozinhos, sistemas de reconhecimento facial e as tecnologias de saúde preditiva. Com auxílio desse tipo de inteligência artificial, será possível, de forma antecipada, identificar complicações clínicas que são fruto de predisposições genéticas e maus hábitos.

 

Os primeiros da lista

 

O mercado de AI Health chegará a US$6.6 bilhões em investimentos em 2020, contra US$600 milhões em 2014, de acordo com a previsão da Accenture Analysis¹.

 

Todos ganharão com os avanços que serão gerados, mas as patologias apontadas como as que deverão nortear a revolução são: a diabetes, as doenças cardíacas e a esclerose múltipla. De acordo com estudo² sobre os esforços das soluções em Health do Google, essas são as áreas que já podem vislumbrar o encontro bem-sucedido entre inteligência artificial e a medicina.

 

Ao aprimorar o monitoramento de indicadores, como níveis de açúcar e pressão sanguínea, ampliaremos o controle da saúde de diabéticos e pessoas com condições cardíacas. Isso será possível por meio de dispositivos não invasivos que medirão esses dados em tempo real. A Esclerose Múltipla também está na mira dos estudos. Uma nova linha de pesquisa analisa como microchips podem agir como reguladores do sistema nervoso. O que pode abrir portas para o combate da enfermidade.

 

Grandes tendências não surgem do dia para a noite. Já convivemos com a Inteligência Artificial em atividades que se tornaram corriqueiras, como o uso do corretor gramatical nos smartphones.

 

Nós convivemos com essa realidade, mas ainda temos um caminho longo até juntar todos os pontos. A boa notícia é que a revolução está em curso. E é um privilégio fazer parte dela.

 

¹ Accenture Analysis

² CBInsights

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