A Apple, em conjunto com a Escola de Medicina da Universidade de Stanford, acaba de publicar o maior estudo já feito sobre fribrilação auricular — caracterizado por batimentos cardíacos rápidos e irregulares.

Participaram 419.093 pessoas, todas usando Apple Watches com um app específico instalado. Nunca um grupo tão grande havia sido avaliado seguindo os mesmos critérios simultaneamente. Muita gente quer dizer margens de erro menores.

 

O problema da fibrilação auricular é que, para um número muito grande de pessoas, ela jamais é diagnosticada. Trata-se, porém, de sintoma de inúmeras patologias como hipertensão arterial, problemas de válvulas, doença coronariana. Detectá-la pode evitar AVCs, insuficiência cardíaca e até morte.

 

O que os cientistas queriam descobrir é simples: um smartwatch pode detectar fibrilação auricular com a mesma precisão de um monitor cardíaco dedicado? Os resultados ainda não saíram, isso só ocorrerá no início de 2019.

 

A partir daí há uma segunda pergunta, tão ou mais relevante, que deve ser respondida: o diagnóstico precoce de batimentos cardíacos irregulares pode levar a tratamento e, a partir daí, evitar AVCs e morte? A resposta depende do comportamento humano. Se pacientes alertados por seus relógios buscam orientação médica e se, após, cuidam do que parece ser um problema simples. Os médicos de Stanford pretendem continuar acompanhando seus pacientes para compreender tudo.

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