O número de acidentes vasculares cerebrais assusta pela frequência e gravidade. Com o grande desafio de retroceder esse quadro, startups se lançam nessa batalha.

Um artigo científico produzido a partir de uma parceria de pesquisadores da USP e Unisantos, com o apoio da Fapesp, publicado no International Journal of Biometeorology constatou uma curiosa influência no aumento de mortes por AVC.

 

O estudo realizado na cidade de São Paulo apontou uma relação entre a temperatura e a mortalidade por AVC. Temperaturas mais baixas (abaixo de 15ºC) foram consideradas estatisticamente mais significativas para mortalidade por AVC do que temperaturas mais altas (acima de 22ºC).

 

Existem tantas variantes que precisam ser acompanhadas para a prevenção do AVC que a medicina precisa do auxílio da tecnologia para poder avançar com sucesso.

 

Conheça um desses desafios


Para minimizar o risco fatal da doença, a medicina atual enfrenta a difícil tarefa de avaliar rapidamente imagens cerebrais para iniciar o tratamento o mais rápido possível.

 

A startup australiana Nico.lab oferece uma tecnologia para melhorar o tratamento do acidente vascular cerebral. Segundo dados da empresa, uma em cada seis pessoas sofrerá um AVC no decorrer da sua vida. Diante deste cenário, inicia-se uma corrida contra o tempo para encontrar soluções e neutralizar esses efeitos nocivos. Recentemente, foi anunciado um investimento recorde para que isso aconteça.

 

A Nico.lab possui todos os quatro biomarcadores necessários para o diagnóstico eficiente de acidentes vasculares cerebrais, que permite uma análise de imagem rápida e precisa que ajuda os médicos a tomar melhores decisões. Em 3 minutos, o médico é informado com um relatório biomarcador detalhado e permite a visualização remota de imagens em qualquer dispositivo, permitindo, assim, a transferência direta de dados de imagem entre centros de atendimento de AVC em poucos segundos.

As novas tecnologias e as startups têm um papel importante para minimizar os efeitos de uma enfermidade que, de acordo com Sistema de Informação de Mortalidade Nacional, levou à óbito mais de 100 mil brasileiros em 2015.

Mesmo quando não é fatal, as consequências de um AVC podem restringir a vida do indivíduo de forma drástica. A velocidade na detecção dos sinais que precedem o derrame e a agilidade no processamento e leitura dos exames são primordiais. Para isso, as startups começam a enxergar um desafio que elas podem combater. Conhecimento, ferramentas e senso de urgência as startups já possuem.

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