O envelhecimento está associado a várias mudanças, e a imunossenescência, definida como o declínio qualitativo e quantitativo do sistema imunológico, é uma delas.

A imunossenescência, associada às comorbidades e a algumas condições sociais do idoso, torna-o mais vulnerável a infecções, que representam cerca de 30% das causas de morte
nessa faixa etária.

Além do impacto na mortalidade, as infecções também influenciam a morbidade entre os idosos, visto que podem contribuir para o aumento da gravidade de doenças de base
e do declínio funcional.

A resposta vacinal é determinada por diferentes variáveis, que vêm sendo amplamente explorados mais recentemente, incluindo fatores intrínsecos (idade, sexo, genética e comorbidades), extrínsecos
(status imune prévio e microbiota), ambientais (localização geográfica e exposição a toxinas) e comportamentais (tabagismo, dieta, consumo de álcool e exercício físico). Apesar de a resposta
à vacinação sofrer influência desses fatores, inúmeras evidências comprovam os benefícios da imunização entre os idosos, reduzindo os índices de morbimortalidade.

Das infecções que acometem os idosos, as consideradas potencialmente preveníveis por vacinação são: pneumonia pneumocócica, influenza, herpes-zóster, infecção pelo vírus
sincicial respiratório (VSR) e covid-19.

Além dessas vacinas, também são recomendadas as vacinas contra hepatite B e febre amarela para pessoas não vacinadas anteriormente, além de reforços da vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche) a cada 10 anos.

Por: Dra. Maria Isabel de Moraes Pinto - Infectopediatra

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