A Medicina da longevidade vive um momento paradoxal. Nunca houve tanto interesse pelo tema, mas também nunca existiu tanta desinformação associada a promessas de rejuvenescimento,
biomarcadores isolados e intervenções sem comprovação robusta.

Em contraposição, a literatura científica tem consolidado um conceito mais pragmático: longevidade não significa apenas viver mais, mas ampliar os anos vividos com autonomia, capacidade funcional
e baixa carga de doenças crônicas. Nesse contexto, a prevenção cardiovascular, o controle metabólico, a prática de atividade física, o sono adequado e a saúde mental, incluindo vínculos afetivos,
permanecem sendo os pilares com maior impacto comprovado em desfechos clínicos.

Mas afinal, o que a ciência realmente demonstra sobre longevidade? Quais exames ajudam na estratificação de risco?

E qual deve ser o papel do médico na construção de uma jornada de envelhecimento saudável?

 

Autores: Dra. Maria Helane Costa Gurgel = Endocrinologista e Dr. Ricardo di Lazzaro Filho - Geneticista

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