A Doença de Alzheimer (DA) representa a etiologia mais comum de demência, e a sua prevalência
crescente justifica a importância do diagnóstico adequado dessa patologia. A sua patogênese envolve dois processos centrais:


• Deposição de placas de beta-amiloide (Aβ) no córtex cerebral, principalmente da isoforma Aβ42;
• Formação de emaranhados neurofibrilares compostos pela proteína tau hiperfosforilada.


A busca por ferramentas acessíveis não invasivas e confiáveis para o rastreamento precoce da DA
tem levado a um grande avanço no desenvolvimento de biomarcadores sanguíneos. Tradicionalmente, a avaliação da patologia amiloide e da proteína TAU dependia de exames de imagem (PET
amiloide) ou de análises de biomarcadores em líquor. Apesar de eficazes, esses métodos apresentam limitações relacionadas a custo, disponibilidade e aceitação pelos pacientes.


Recentemente, testes baseados em biomarcadores plasmáticos têm ganhado espaço como alternativas promissoras. Entre eles, destacam-se a razão Aβ42/40 e a proteína TAU 217 (p-TAU
217), que têm demonstrado alto potencial para identificar alterações neuropatológicas características da DA.

 

O papel da razão Aβ42/40 combinada à proteína TAU 217 na doença de Alzheimer

Dra. Natalia Nardelli Gonçalves
Superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento

Dr. Diogo Haddad
Médico Neurologista

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Para além do Alzheimer típico: o papel da neuroimagem na compreensão das demências

Dra. Fernanda Rueda
Médica Radiologista

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